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  • Maria Luiza Rückert

Emoções Destrutivas


Ressentimento

Caim ficou irado contra o seu irmão Abel (Gn 4:6-7). O rancor de Caim é comparado a um animal à espreita, junto à porta, tentando se apoderar do homem. Cabe à pessoa dominar o ressentimento. Caim foi alertado por Deus. A emoção mais perigosa é a raiva. Ela é destrutiva para a saúde do indivíduo (Sl 6:7) e para a sociedade, pois ela mobiliza para lutar. Quando a pessoa sente raiva, aceleram-se os batimentos cardíacos e aumenta a adrenalina no organismo. O sangue flui para as mãos, o que aumenta a disposição para a luta. Dispondo de uma arma, a raiva instantânea pode desencadear um homicídio.


Reclamação

“E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?” (Ex 15:24). Essa reclamação aconteceu três dias depois de o povo atravessar o mar Vermelho (v. 22), episódio que se constituiu no maior milagre do AT. A marcha pelo deserto foi marcada pelas murmurações do povo de Israel, que reclamou da sede, da fome, dos perigos de guerra. Diante das dificuldades, o povo queria retornar ao Egito.


Condenação

Jesus não condenou a mulher surpreendida em adultério (Jo 8:10-11). Paulo se ocupou também com a auto-condenação: “Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova” (Rm 14:22). Essa declaração se encontra no contexto em que Paulo aborda o relacionamento entre os fortes e os fracos na fé. Paulo salienta que a pessoa não necessita da aprovação dos outros, pois ela deve viver a sua liberdade diante de Deus. O essencial é viver na presença de Deus e se relacionar com seu semelhante em amor. Com esse propósito, ele não precisa condenar suas decisões. Esse é a vivência da fé, que se expressa em obediência (Rm 1:5; 16:26). O salmista declara feliz o homem que tem a consciência tranqüila (Sl 32:1-2).


Medo

“Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração” (1 Sm 28:5). Quando a pessoa sente medo, o sangue é subtraído do rosto, tornando-o lívido. Por um momento, o corpo se imobiliza e a pessoa considera o que é mais adequado: agir, fugir ou se esconder. Os centros emocionais do cérebro disparam hormônios: o corpo torna-se inquieto e pronto para agir. O medo impulsionou o rei Saul a consultar a médium de En-Dor, atitude que o fez ir de encontro à sua ruína.


Para que essas emoções destrutivas não dominem a nossa vida, devemos nos exercitar no amor (1 Co 13:4-5), na fé, na misericórdia e na confiança em Deus. “O Senhor está comigo; não temerei. Que me poderá fazer o homem?” (Sl 118:6). O medo se refere ao castigo (Pv 10:24), e o amor desaloja o temor (1 Jo 4:18). Deus nos deu um espírito de poder, de amor e de moderação (2 Tm 1:7; Rm 8:15).

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